quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Dia da poesia II
LEILÃO DE JARDIMQUEM ME COMPRA UM JARDIM COM FLORES?
BORBOLETAS DE MUITAS CORES
LAVADEIRAS E PASSARINHOS,
OVOS VERDES E AZUIS NOS NINHOS?
QUEM ME COMPRA UM CARACOL?
QUEM ME COMPRA UM RAIO DE SOL?
UM LAGARTO ENTRE O MURO E A HERA,
UMA ESTÁTUA DE PRIMAVERA?
QUEM ME COMPRA UM FOMIGUEIRO?
E ESTE SAPO, QUE É JARDINEIRO?
E A CIGARRA E A SUA CANÇÃO?
E O GRILINHO DENTRO DO CHÃO?
(ESTE É O MEU LEILÃO!)
CECÍLIA MEIRELES
BRANCAS
AZUIS
AMARELAS
E PRETAS
BRINCAM
NA LUZ
AS BELAS
BORBOLETAS.
BORBOLETAS BRANCAS
SÃO ALEGRES E FRANCAS.
BORBOLETAS AZUIS
GOSTAM MUITO DE LUZ.
AS AMARELINHAS
SÃO TÃO BONITINHAS!
E AS PRETAS, ENTÃO…
OH QUE ESCURIDÃO
VINICIUS DE MORAIS
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dia 21 de Março, Dia da Poesia
Ser Poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
é ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de aquem e de além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não ser sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
E seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
sábado, 21 de março de 2009
Finalmente a Primavera chegou.
O dia da árvore
Tem ramos este dia
e frutos em todos eles.
São ramos feitos de som,
de seiva e de poesia.
Viram-se os ramos para o céu
e pedem mais luz ao sol
e ar puro para respirar,
para que o verde seja a cor
que acende no nosso olhar
esse gosto natural
pelo que não pode acabar,
seja o fulgor de uma rosa,
seja a beleza do mar.
José Jorge Letria
Tem ramos este dia
e frutos em todos eles.
São ramos feitos de som,
de seiva e de poesia.
Viram-se os ramos para o céu
e pedem mais luz ao sol
e ar puro para respirar,
para que o verde seja a cor
que acende no nosso olhar
esse gosto natural
pelo que não pode acabar,
seja o fulgor de uma rosa,
seja a beleza do mar.
José Jorge Letria
quinta-feira, 19 de março de 2009
É Dia do Pai.
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Comemorações dos 200 anos do nascimento de Darwin.
EXPOSIÇÃO NA FUNDAÇÃO GULBENKIAN
«A evolução de Darwin - Uma exposição comemorativa»
Quer saber mais???
Veja aqui
«A evolução de Darwin - Uma exposição comemorativa»
Quer saber mais???
Veja aqui
domingo, 1 de março de 2009
Desafio da Marilac
1 - Agarrar o livro mais próximo;
2 - Abrir na pág. 161;
3 - Procurar a quinta frase completa;
4 - Colocar a frase no blog;
5 - Repassar para seis pessoas.
Eis:
O livro que estou agora a ler é:
"A viagem do Elefante" de José Saramago
Na pagina 161, a 5º frase completa é...
«E, no entanto, parece que tudo ali está perto, por assim dizer, ao alcance a mão.»
Desafio passado a:
Rita - de Dar asas à poesia
Mafalda - de Mundo ao Contrario
Leonarte - de Correntes de Arte
Eliana - de Anita vai ás favas
Carol- de Casa de palavras
E ficamos por aqui....
O livro que estou agora a ler é:
"A viagem do Elefante" de José Saramago
Na pagina 161, a 5º frase completa é...
«E, no entanto, parece que tudo ali está perto, por assim dizer, ao alcance a mão.»
Desafio passado a:
Rita - de Dar asas à poesia
Mafalda - de Mundo ao Contrario
Leonarte - de Correntes de Arte
Eliana - de Anita vai ás favas
Carol- de Casa de palavras
E ficamos por aqui....
LEITOR - Um filme sobre um amor impossível
Sinopse do filme
«O Leitor começa na Alemanha após a Segunda Grande Guerra Mundial quando o adolescente Michael Berg (David Kross) fica doente e é ajudado por Hanna (Kate Winslet), uma desconhecida com o dobro da sua idade. Michael recupera entretanto da escarlatina e vai à procura de Hanna para agradecer. Ambos são rapidamente arrastados para um apaixonado mas secreto caso amoroso. Michael descobre que Hanna adora que leiam para ela e a relação física entre eles intensifica-se. Hanna deixa-se cativar, à medida que Michael lê alguns clássicos para ela. Apesar da intensa relação entre eles, um dia Hanna desaparece misteriosamente e Michael fica confuso e de coração partido.
Oito anos depois, Michael é um estudante de direito que observa os julgamentos de guerra nazis e fica estupefacto ao ver Hanna novamente na sua vida - desta vez como arguida no tribunal. À medida que o passado de Hanna é revelado, Michael desvenda um grande segredo que irá ter impacto na vida de ambos.»
«O Leitor começa na Alemanha após a Segunda Grande Guerra Mundial quando o adolescente Michael Berg (David Kross) fica doente e é ajudado por Hanna (Kate Winslet), uma desconhecida com o dobro da sua idade. Michael recupera entretanto da escarlatina e vai à procura de Hanna para agradecer. Ambos são rapidamente arrastados para um apaixonado mas secreto caso amoroso. Michael descobre que Hanna adora que leiam para ela e a relação física entre eles intensifica-se. Hanna deixa-se cativar, à medida que Michael lê alguns clássicos para ela. Apesar da intensa relação entre eles, um dia Hanna desaparece misteriosamente e Michael fica confuso e de coração partido.
Oito anos depois, Michael é um estudante de direito que observa os julgamentos de guerra nazis e fica estupefacto ao ver Hanna novamente na sua vida - desta vez como arguida no tribunal. À medida que o passado de Hanna é revelado, Michael desvenda um grande segredo que irá ter impacto na vida de ambos.»
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
«O brincador» de Álvaro Magalhães
«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...
A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: "é assim a vida". Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: "Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...
A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: "é assim a vida". Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: "Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Neste Dia de S. Valentin
ESSA PALAVRA
Ana Vidal
Paira entre nós
essa palavra mágica e sagrada
que às vezes vem de sol incendiada
por uma ventania
devastadora e nua.
E outras vezes apenas se insinua
como uma leve brisa
que, soprando, desliza
envolvente e macia
Paira entre nós
essa palavra doce como mel
que, sem aviso, nos acende a pele
e nos aquece a alma
numa carícia quente
Mas num instante, caprichosamente
se faz cruel saudade
que nenhuma vontade
suaviza ou acalma
Paira entre nós
essa palavra de outra dimensão
que nos inunda os olhos de ilusão
como uma maré cheia
assim tão cegamente
que nos deixa à deriva, de repente
desafiando a sorte
nos faz trocar o norte
por cantos de sereia
Paira entre nós
essa palavra misteriosa e louca
que vai num beijo de uma a outra boca
rebelde, independente
com o poder de um Deus
E volta na tortura de um adeus
gravada a ferro e fogo
Um infindável jogo
que apenas se pressente
Paira entre nós
essa palavra assustadora e bela
que em gestos e sorrisos se revela
num olhar se anuncia
mas sempre tão subtil
que mal lhe adivinhamos o perfil
já se tornou em nós
o pensamento, a voz
o caos e a harmonia
Paira entre nós
essa palavra, eterna feiticeira
que nos encanta e fere a vida inteira
Que nos domina, enfim
assim impunemente
porque nela se oculta, estranhamente
tudo o que mais queremos
tudo o que mais tememos
tudo o que não tem fim...
©Ana Vidal
In: Seda e Aço
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Mar adentro
Andei muito tempo a ganhar coragem para o ver...Finalmente.Um filme intenso...tocante...envolvente... apaixonante... triste...revoltante.
Um desempenho fabuloso de Javier Bardem.
Uma realização fantástica de Alejandro Amenábar.
IMPERDÍVEL
"Mar Adentro, Mar Adentro. Pequena vida que acabou no fundo, onde se cumprem os sonhos, onde se ouvem os lamentos. Tantas vontades para cumprir, teu olhar, meu olhar como um eco repetindo sem palavras “Más Adentro”, “Más Adentro”. Mais além do sangue e dos ossos lembro. Mas acordo sempre… e sempre quero estar morto. Sigo sem vida, preso nas tuas amarras para chegar ao meu porto."
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Não sei como dizer-te
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
- eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
- E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço -
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.
Herberto Helder
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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