Wars, walls, tumble and falls
Time, change, clouds and rain
Through it all, I will stand
Come what may, um hmm
Throw in the towel, not today
Cos where there's a will
There's a way, whoa
1 - I'm gonna hold
Hold on, hold on, hold on
I'm gonna hold
Hold on, hold on, hold on
Until the finish
I'll be strong
Oceans, strong winds, hills and mountains
Sacrifice, paying the price, yeah
Struggle all your life
Through it all, I will stand
Come what may, yes I will
Throw in the towel, no not today
Cos where there's a will
There's a way, whoa
Repeat 1
I see tomorrow will surely come
And I'm gonna be the first to see the sun
Throw in the towel, not today
Cos I know that where there's a will
There's a way, whoa
Repeat 1
Repeat 1 while:
On the highway, and the bi-way
If I just hold on
I'mma make it there someday
Through the storm and through the rain
You can knock me down
But I'm gonna stand again
Yes I will
Running on this track, hey
If I keep my pace, hey
I can see the finish line
I'm gonna win this race
Hey, hold on, hold on
domingo, 18 de abril de 2010
Saí com a alma lavada
Este fim de semana foi bem diferente do normal...
Uma visita de longe,
Um concerto na Casa da Musica,
Um jovem instrumentista - Martin Grubinger- com uma peça musical " Frozen in Time", de Avner Dorman.
A ONP com a Sinfonia nº4 - "Romântica"- de Anton Bruckner
Saímos com a alma lavada!
Já faz muito tempo que não ía assistir a um Concerto com a nossa (querida) Orquestra Nacional do Porto.
Um dia para recordar ...e repetir..dessa vez com os 8!
Uma visita de longe,
Um concerto na Casa da Musica,
Um jovem instrumentista - Martin Grubinger- com uma peça musical " Frozen in Time", de Avner Dorman.
A ONP com a Sinfonia nº4 - "Romântica"- de Anton Bruckner
Saímos com a alma lavada!
Já faz muito tempo que não ía assistir a um Concerto com a nossa (querida) Orquestra Nacional do Porto.
Um dia para recordar ...e repetir..dessa vez com os 8!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mais um pensamento do dia, com Chico Xavier.
«A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.»
domingo, 11 de abril de 2010
Pensamento do dia
«UMA GARRAFA DE VINHO MEIO VAZIO TAMBÉM ESTÁ MEIO CHEIA.
POREM UMA MEIA MENTIRA NUNCA SERÁ UMA MEIA VERDADE.»
Jean Cocteau
segunda-feira, 29 de março de 2010
Ser um professor inovador - Um texto para meditarmos
Miguel Gameiro Silva| 2010-03-08
Eu acreditava piamente que qualquer projecto teria de ter um olho muito atento à realidade e outro atento à utopia, porque não há projecto sem sonho e é a utopia que faz andar e melhorar o mundo
Após muitos anos no ensino especial, em que trabalhei com crianças com necessidades educativas especiais moderadas e severas, decidi voltar ao ensino regular e enveredar por um Projecto Curricular de Turma inovador, de mudança e melhoria da nossa escola. A nossa escola padece de vários males, como bem sabemos.
Em vez de escolher o discurso da lamúria ("antigamente é que era bom") e uma postura comodista ou corporativista, resolvi transformar a minha sala de aula do 1.º ciclo do Ensino Básico. Partindo do modelo de sala de aula desenvolvimental, criei vários centros de aprendizagem: Língua Portuguesa (manuais escolares, livros, fichas de trabalho diferenciadas, sopa de letras, palavras cruzadas, jornal escolar, caixa da escrita criativa), Matemática (ábacos, geoplanos, tangram, calculadoras, compassos, material lúdico-manipulativo para efectuar decomposições e cálculos, fichas de trabalho diferenciadas), Ciência (esqueleto humano, materiais para pequenas experiências), Música (instrumentos musicais, sistema áudio, cassetes de músicas e histórias infantis), jogos e puzzles (variadíssimos jogos didácticos ao nível da língua portuguesa e matemática), informática (dois computadores e cerca de trinta CD lúdico-didácticos), teatro (carcaça de televisão, marionetas, biombo), carpintaria (mesa de carpinteiro, madeira, serrotes, martelos, cola, etc.), animais (uma gaiola com um coelho-anão e um aquário), amizade (caixa dos elogios e aplausos, placard da amizade, caixa das surpresas), comissão de ajuda (resolução conjunta dos comportamentos disruptivos), guardas da escola (clube criado para supervisionar o recreio e resolver situações de bullying), de modo a responder às diversas necessidades, ritmos, interesses e pontos fortes dos cerca de vinte alunos.
Tal como a maioria das turmas do 1.º ciclo, deparei-me com uma grande heterogeneidade (nunca encontrei, e duvido que encontre algum dia, uma turma homogénea), ou seja, crianças que nem sabiam pegar num lápis, uma criança que tinha graves problemas de linguagem e o seu passatempo preferido era comer a borracha, crianças oriundas de famílias desestruturadas e sem a mínima noção de regras de convivência, e por aí adiante. Nada que me desanimasse e desistisse do meu projecto, arranjando comodamente bodes expiatórios.
Eu acreditava piamente que qualquer projecto teria de ter um olho muito atento à realidade e outro atento à utopia, porque não há projecto sem sonho e é a utopia que faz andar e melhorar o mundo.
A sala funcionou com base na seguinte premissa: as crianças desenvolvem aptidões em períodos de tempo únicos e individuais, de acordo com o seu plano individual de trabalho, o qual é elaborado e negociado na assembleia de turma.
Não demorou muito tempo para me aperceber que este projecto seria implementado de forma isolada. Dos treze professores existentes na escola, nem um se mostrou disponível - e com coragem - para realizar um ensino a pares e entrar nesta aventura inovadora. "Não me sinto segura", dizia-me a mais nova.
Não obstante ter facultado o meu número de telemóvel aos pais, ter-lhes enviado informação mensal sobre o processo de ensino-aprendizagem dos filhos, ter colocado um quadro, com fotos das actividades realizadas, na entrada da sala de aula, ou ter-lhes convidado para entrar na sala de aula e assistir às aulas, a maioria dos pais torceu o nariz às carteiras em grupo, à aprendizagem cooperativa, à assembleia de turma, ao quadro dos direitos e deveres dos alunos, bem como à comissão de ajuda que pretendia desenvolver uma autodisciplina nos alunos e uma pedagogia cidadã: "Ninguém aqui faz isto!", "no meu tempo não era nada disto!", "Os alunos da professora do lado estão mais adiantados!", "Eu não quero saber se o meu filho ajuda o outro. Eu quero é que ele avance."
Por sua vez, na sala de professores ouvia: "A aluna tem dificuldades por causa das maluquices dele."; "Isso é tudo muito bonito na teoria, mas na prática... Quantos anos de serviço tens?".
Por fim, a afirmação do superior hierárquico: "O senhor não pode andar a fazer sozinho essas inovações. Ouvi dizer que os alunos fazem o que querem. Vai ser avaliado! O seu projecto vai ter que ser aprovado em conselho pedagógico. Caso não o seja, deverá aproximar-se das práticas mais tradicionais das suas colegas."
No nosso (triste) país o docente que inova, que rompe com as rotinas, é normalmente acusado de ser presunçoso, é-lhe aplicado uma etiqueta desqualificadora, é chamado de ingénuo, apontam-lhe problemas emocionais e nega-se a viabilidade dos seus projectos (Guerra:2003).
Tenho perfeitamente a noção de que nem todos os professores terão a resistência e o espírito crítico necessários para levar em frente um projecto de quatro anos, como este. Até porque, em abono da verdade, ele acarretou muitas horas extra que, compreensivelmente, muitos não estão dispostos a dar.
Eu estava seguro das minhas convicções, não só pelo investimento que fiz no meu desenvolvimento profissional, como também pela rigorosa fundamentação teórica que constava no projecto. A teoria, tantas vezes criticada na escola, deve ser vista como um guia. Caberá ao professor, a meu ver, ser um líder e um artista com carácter e personalidade, fazendo a simbiose entre a teoria e a prática. Parafraseando Sebastião da Gama: "Apesar de a escola não poder resolver todos os problemas dos alunos, ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados; a não se lembrarem que lá fora é melhor."
Eu acreditava piamente que qualquer projecto teria de ter um olho muito atento à realidade e outro atento à utopia, porque não há projecto sem sonho e é a utopia que faz andar e melhorar o mundo
Após muitos anos no ensino especial, em que trabalhei com crianças com necessidades educativas especiais moderadas e severas, decidi voltar ao ensino regular e enveredar por um Projecto Curricular de Turma inovador, de mudança e melhoria da nossa escola. A nossa escola padece de vários males, como bem sabemos.
Em vez de escolher o discurso da lamúria ("antigamente é que era bom") e uma postura comodista ou corporativista, resolvi transformar a minha sala de aula do 1.º ciclo do Ensino Básico. Partindo do modelo de sala de aula desenvolvimental, criei vários centros de aprendizagem: Língua Portuguesa (manuais escolares, livros, fichas de trabalho diferenciadas, sopa de letras, palavras cruzadas, jornal escolar, caixa da escrita criativa), Matemática (ábacos, geoplanos, tangram, calculadoras, compassos, material lúdico-manipulativo para efectuar decomposições e cálculos, fichas de trabalho diferenciadas), Ciência (esqueleto humano, materiais para pequenas experiências), Música (instrumentos musicais, sistema áudio, cassetes de músicas e histórias infantis), jogos e puzzles (variadíssimos jogos didácticos ao nível da língua portuguesa e matemática), informática (dois computadores e cerca de trinta CD lúdico-didácticos), teatro (carcaça de televisão, marionetas, biombo), carpintaria (mesa de carpinteiro, madeira, serrotes, martelos, cola, etc.), animais (uma gaiola com um coelho-anão e um aquário), amizade (caixa dos elogios e aplausos, placard da amizade, caixa das surpresas), comissão de ajuda (resolução conjunta dos comportamentos disruptivos), guardas da escola (clube criado para supervisionar o recreio e resolver situações de bullying), de modo a responder às diversas necessidades, ritmos, interesses e pontos fortes dos cerca de vinte alunos.
Tal como a maioria das turmas do 1.º ciclo, deparei-me com uma grande heterogeneidade (nunca encontrei, e duvido que encontre algum dia, uma turma homogénea), ou seja, crianças que nem sabiam pegar num lápis, uma criança que tinha graves problemas de linguagem e o seu passatempo preferido era comer a borracha, crianças oriundas de famílias desestruturadas e sem a mínima noção de regras de convivência, e por aí adiante. Nada que me desanimasse e desistisse do meu projecto, arranjando comodamente bodes expiatórios.
Eu acreditava piamente que qualquer projecto teria de ter um olho muito atento à realidade e outro atento à utopia, porque não há projecto sem sonho e é a utopia que faz andar e melhorar o mundo.
A sala funcionou com base na seguinte premissa: as crianças desenvolvem aptidões em períodos de tempo únicos e individuais, de acordo com o seu plano individual de trabalho, o qual é elaborado e negociado na assembleia de turma.
Não demorou muito tempo para me aperceber que este projecto seria implementado de forma isolada. Dos treze professores existentes na escola, nem um se mostrou disponível - e com coragem - para realizar um ensino a pares e entrar nesta aventura inovadora. "Não me sinto segura", dizia-me a mais nova.
Não obstante ter facultado o meu número de telemóvel aos pais, ter-lhes enviado informação mensal sobre o processo de ensino-aprendizagem dos filhos, ter colocado um quadro, com fotos das actividades realizadas, na entrada da sala de aula, ou ter-lhes convidado para entrar na sala de aula e assistir às aulas, a maioria dos pais torceu o nariz às carteiras em grupo, à aprendizagem cooperativa, à assembleia de turma, ao quadro dos direitos e deveres dos alunos, bem como à comissão de ajuda que pretendia desenvolver uma autodisciplina nos alunos e uma pedagogia cidadã: "Ninguém aqui faz isto!", "no meu tempo não era nada disto!", "Os alunos da professora do lado estão mais adiantados!", "Eu não quero saber se o meu filho ajuda o outro. Eu quero é que ele avance."
Por sua vez, na sala de professores ouvia: "A aluna tem dificuldades por causa das maluquices dele."; "Isso é tudo muito bonito na teoria, mas na prática... Quantos anos de serviço tens?".
Por fim, a afirmação do superior hierárquico: "O senhor não pode andar a fazer sozinho essas inovações. Ouvi dizer que os alunos fazem o que querem. Vai ser avaliado! O seu projecto vai ter que ser aprovado em conselho pedagógico. Caso não o seja, deverá aproximar-se das práticas mais tradicionais das suas colegas."
No nosso (triste) país o docente que inova, que rompe com as rotinas, é normalmente acusado de ser presunçoso, é-lhe aplicado uma etiqueta desqualificadora, é chamado de ingénuo, apontam-lhe problemas emocionais e nega-se a viabilidade dos seus projectos (Guerra:2003).
Tenho perfeitamente a noção de que nem todos os professores terão a resistência e o espírito crítico necessários para levar em frente um projecto de quatro anos, como este. Até porque, em abono da verdade, ele acarretou muitas horas extra que, compreensivelmente, muitos não estão dispostos a dar.
Eu estava seguro das minhas convicções, não só pelo investimento que fiz no meu desenvolvimento profissional, como também pela rigorosa fundamentação teórica que constava no projecto. A teoria, tantas vezes criticada na escola, deve ser vista como um guia. Caberá ao professor, a meu ver, ser um líder e um artista com carácter e personalidade, fazendo a simbiose entre a teoria e a prática. Parafraseando Sebastião da Gama: "Apesar de a escola não poder resolver todos os problemas dos alunos, ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados; a não se lembrarem que lá fora é melhor."
quinta-feira, 25 de março de 2010
Uma visita muito especial
Hoje, no nosso JI, tivemos a Visita da (Encantadora) Contadora de histórias Clara Haddad que nos fez reviver as nossas infâncias, momentos de encantamento e de magia.
Para Clara Haddad, as palavras do poeta
E aquilo que tu dizes
há-de dar voz ao que sentes,
porque a fala é um canteiro
onde os sons são as sementes.
e aquilo que tu sentes
passa de avós para netos,
é o livro onde se guarda
o tesouro dos afectos
José Jorge Letria
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dias de Paz
Decidi que este fim de semana fosse diferente...sem trabalho, sem computador, apenas com domestiquices.
E então foi só...
... Cozinhar...
... Crochetar na manta da Mafalda...
... Ver televisão...
... Ler o Expresso...
... Namorar...
... Dormir...
... Ver a Exposição da Lurdes Castro...
... Sentir o cheiro da Primavera a rebentar nas árvores.
Dia da Poesia
A minha escolha vai para um poema musicado pela autora...RESTOLHO de Mafalda Veiga
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
geme o restolho preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem côr e sem vontade
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa é enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
( a pensar em ti, Mafalda )
Restolho
geme o restolho triste e solitário a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário
geme o restolho preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem côr e sem vontade
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
geme o restolho a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa é enorme, intensa, aguda
mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
( a pensar em ti, Mafalda )
Sol de Março
dos laivos brancos que há no céu para enfeitar
descendo à fruta já madura do pomar
e arrufando nas varandas
asas negras como as tranças
das meninas que à janela se vão pentear
há campos verdes onde cresce o malmequer
branco, amarelo com o bico o vai colher
e voltando prás varandas
com a flor enfeita as tranças
das meninas que à janela se vão recolher
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
um campo verde
um sol aceso
e as meninas de outros tempos com seus aventais
de telha em telha saltitando sem voar
no espaço aberto agitando o seu cantar
trazem côr para as varandas
trazem laços para as tranças
das meninas que à janela se vão encantar
o sol demora no no calor que faz dormir
o canto é lento é lindo é calma a descobrir
e as meninas nas varandas
os cabelos já sem tranças
debruçadas para os laços que viram cair
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
um campo verde
um sol aceso
e as meninas de outros tempos com seus aventais
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
dos laivos brancos que há no céu para enfeitar
descendo à fruta já madura do pomar
e arrufando nas varandas
asas negras como as tranças
das meninas que à janela se vão pentear
há campos verdes onde cresce o malmequer
branco, amarelo com o bico o vai colher
e voltando prás varandas
com a flor enfeita as tranças
das meninas que à janela se vão recolher
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
um campo verde
um sol aceso
e as meninas de outros tempos com seus aventais
de telha em telha saltitando sem voar
no espaço aberto agitando o seu cantar
trazem côr para as varandas
trazem laços para as tranças
das meninas que à janela se vão encantar
o sol demora no no calor que faz dormir
o canto é lento é lindo é calma a descobrir
e as meninas nas varandas
os cabelos já sem tranças
debruçadas para os laços que viram cair
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
um campo verde
um sol aceso
e as meninas de outros tempos com seus aventais
um sol de Março
um vento fresco
e o canto alegre da fazer o ninho nos beirais
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