"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos
fragmentos de futuro em que a alegria seja servida como
sacramento, para que as crianças aprendam que o
mundo pode ser diferente. Que a escola,
ela mesma, seja um fragmento do
futuro..."
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Para os professores...para que nunca desistam.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Para quem eu mais gosto...
sábado, 26 de janeiro de 2008
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio; - depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O SORRISO
Um protesto contra a violencia.
Orgulho de mãe...
(Este video foi realizado pelo meu filho)
All the same.(Este video foi realizado pelo meu filho)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Não posso adiar o coração
Não posso adiar o amor
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o amor
nem o grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
sábado, 19 de janeiro de 2008
Para a Carol
Não é o desafio
que define quem somos
nem o que somos capazes de fazer.
O que nos define é o modo
como enfrentamos esse desafio:
podemos deitar fogo às ruinas,
ou construir um caminho através delas,
passo a passo, rumo à liberdade.
Richard Bach, in "Nada ao acaso"
que define quem somos
nem o que somos capazes de fazer.
O que nos define é o modo
como enfrentamos esse desafio:
podemos deitar fogo às ruinas,
ou construir um caminho através delas,
passo a passo, rumo à liberdade.
Richard Bach, in "Nada ao acaso"
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Poesia
Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
Sophia de Mello Breyner Andersen
A proposito de Sophia de Mello Breyner Andersen...
Sinónimo absoluto de poesia
Dizemos «Sophia» como se esta palavra fosse sinónimo absoluto de poesia.
Dizemos «Sophia» e a nossa memória enche-se do som que as palavras têm.
Dizemos «Sophia» e de repente o ar é límpido, as águas transparentes, há sempre uma casa na falésia e o sol faz rebentar o calor na cal das paredes.
Dizemos «Sophia» e todas as flores e todos os peixes têm nome, e as crianças tornam-se mais ricas quando os encontram.
Dizemos «Sophia» e não precisamos de dizer mais nada.
Dizemos «Sophia» como se esta palavra fosse sinónimo absoluto de poesia.
Dizemos «Sophia» e a nossa memória enche-se do som que as palavras têm.
Dizemos «Sophia» e de repente o ar é límpido, as águas transparentes, há sempre uma casa na falésia e o sol faz rebentar o calor na cal das paredes.
Dizemos «Sophia» e todas as flores e todos os peixes têm nome, e as crianças tornam-se mais ricas quando os encontram.
Dizemos «Sophia» e não precisamos de dizer mais nada.
Alice Vieira
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Cultivar a alegria não é tapar os olhos para não ver as coisas feias e os dissabores do mundo, não é cobrir a realidade com um véu cor-de-rosa para criar uma felicidade ilusória; pelo contrário, viver na alegria é viver na consciência extrema, testemunhando, na escuridão do mundo, que o nosso ser pertence a algo de diferente. A alegria não é uma linguagem de palavras, é uma linguagem de olhares, a alegria não convence, contagia. A alegria é poderosamente subversiva, porque é subversivo o amor sem distinções que ela transmite.
Susanna Tamaro- in Querida Mathilda
Susanna Tamaro- in Querida Mathilda
domingo, 6 de janeiro de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008

«When we see the beauty of the snow, when we see the beauty of the full moon, when we see the beauty of the cherries in bloom, when in short we brush against and are awakened by the beauty of the four seasons, it is then that we think most of those close to us, and want them to share the pleasure. » (Yasunari Kawabata) read in Yukiguni ,
in http://dias-com-arvores.blogspot.com/
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Nossos dias...

Nossos dias são preciosos
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa crescendo:
uma planta rara e exótica, deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.
Poema escrito Ruckert,
do livro" A Alegria de ensinar" de Rubem Alves
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
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